Era 25 de dezembro de 274, penúltimo ano do imperador romano Lúcio Domício Aureliano que dominou sobre Roma de 270 a 275. Naquele dia ele inaugurou, com grandes festividades, os Jogos Circences e o Templo de Midas, considerado o deus protetor do império. Essa divindade era cultuada pelos romanos como o Sol Invicto. Com Juliano Apóstata (fal. 335), o culto ao sol tornou-se um poderoso símbolo da luta pagã contra o cristianismo.
Os navegadores e os militares consideravam-no o gênio dos elementos naturais. Trouxeram o costume de adorar o Sol Invicto do povo persa. Aureliano, criador da religião do sol, foi também o primeiro imperador romano saudado, oficialmente, como divindade.
A igreja romana tentou suplantar a festa pagã do natal do sol invicto. Aproveitando-se das solenidades religiosas de adoração ao Deus Sol e das repercursões sociais delas, apresentou aos cristãos a celebração do nascimento de Jesus, a verdadeira Luz do Mundo.
Uma vez fixado o dia 25 de dezembro pala lembrar o nascimento do Salvador, o Natal se tornou uma festa fixa, enquanto a Páscoa é móvel. Essa diferença se deve ao fato que o Natal está baseado no calendário solar, enquanto a Páscoa segue o lunar, judaico. As festividades do Natal foram importantes para contrapor as profundas heresias cristológicas dos séculos IV e V.
Essas heresias deturpavam e esvaziavam o fato da encarnação. Com isso, depreciavam e invalidavam a redenção obtida por Jesus Cristo por conta da sua negação da presença das duas naturezas unidas em Cristo (natureza divina e natureza humana).
O Natal como oportunidade de enfatizar a humanação de Deus resgata o significado da Pessoa de Jesus Cristo no plano da redenção da humanidade. O Natal é oportuno para lembrar que Cristo é verdadeiro Deus (que procede do Pai desde a eternidade) e também verdadeiro Homem (nascido da virgem Maria). Assim a igreja confessa a respeito de Cristo nos seus credos (Nice, Apostólico e Atanasiano).